quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sou fraca...


Sou fraca…
Sinto-me fraca…
Mas as pessoas pensam que eu sou forte.

Sou fraca, muito fraca, mas as pessoas felizmente não vêem isso. Ou talvez, vejam mais do que eu, literalmente e metaforicamente falando. A verdade é que não me sinto muito forte, pelo menos agora, não tão forte quanto elas dizem que eu sou.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Estrada de terra batida



Estrada De Terra Batida

Lado a lado, num silêncio sepulcral,
A solitária solidão acompanhava-me
Por essa estrada de terra batida,
De gente esquecida.

Nenhuma falava, nenhuma sorria,
Eu recordava, ela desprezava,
A maldição que é estar perdida
Sem alma, sem vida.

Ela parou e eu, em passos sofridos, continuei.
A solidão tinha mais gente para acompanhar
Eu não tinha mais caminho que lhe pudesse agradar
Nessa noite luminosa em que a encontrei.

Não minto, tu achaste-me e eu achei-a em ti,
A alma que troquei para te ver sorrir
A alma que perdi e que me fez partir
Sem mim, sem ti.

Eu tinha desistido, mas tu continuaste.
Caminhaste por essa estrada de terra batida,
Não esquecido, mas sem vontade de me esquecer
Caminhaste atrás de mim, sem medo da solidão.

A verdade, essa que dizes, tinhas medo de me perder.
Lutaste contra o tempo, lutaste ainda mais contra ti,
Só me alcançaste quando te achaste e eu me perdi
Num meio-termo entre a realidade e a ilusão.

O ar arrastou a tua voz quando me chamaste.
Trouxe-a para me refrescar o espírito vazio
Preenchê-lo com esperança.
Impregná-lo de vida, de mim, de ti.

O fogo correu-me pela pele branca como a neve,
Aqueceu-me o coração quando me tocaste,
Derreteu o medo que tinha….
Medo de não ser eu quando não estás aqui.

A água cristalina que caiu do céu negro
Abençoou-nos, perdoou-nos e nós perdoamos
A nós mesmos os nossos erros e falhas.
Ficou tudo o que precisava, eu e tu.

A terra floresceu, nós florescemos um para o outro,
A estrada de terra batida ficou esquecida.
Lembramo-nos do que fomos.
Sonhamos o que poderíamos ser.

O espírito, o que somos antes, agora e depois,
Iluminou-se em mim, em ti, em nós.
Uniu alma e corpo, uniu-nos.
Cruzou as nossas vidas, os nossos destinos.

E agora, com essa estrada de terra batida esquecida,
Sem saber por onde caminhar, apenas com quem caminhar,
Pergunto-me, pergunto-te….

Porquê?