sábado, 13 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Deixa-me voar...



Deixa-me voar…

Deixa-me voar…
Por favor…
Para longe de tudo,
Para perto de mim.

Deixa-me voar…
Tão alto quanto conseguir,
Tão rápido e sem pressas.
Planar e cair.

Deixa-me voar…
Livre de verdade,
Sendo a verdade uma ilusão.
Iludir o coração.

Deixa-me voar…
Sentir o vento,
Soltar a dor,
Reprimir o medo.

Deixa-me voar…
Cruzar o céu azul,
Iluminar as trevas,
Resgatar a esperança.

Deixa-me voar…
Dá-me asas,
As minhas asas
Da doce imaginação.

Deixa-me voar…
Ser uma borboleta.
Fechar os olhos,
Abrir a alma.

Deixa-me voar…
Para longe de tudo,
Deste nada cheio
De mentidas inflamáveis.

Deixa-me voar…
Para perto de mim,
De quem realmente sou.
Encontrar-me novamente.

Deixa-me voar…
Por favor.
E se não me deixares voar,
Deixa-me apenas morrer.

domingo, 7 de abril de 2013

Adoro-os


Adoro-os

Adoro,
O teu sorriso,
Falso, mas adoro-o.

Adoro,
Como pareces mandar em tudo,
Mesmo que mandes apenas em ti.

Adoro,
Esse teu lado vil,
Esse teu lado desajustado
De uma realidade comum.

Adoro,
A irrealidade dos teus atos,
Dos teus ditos,
Das tuas incoerências.

Adoro,
Quando me subestimas,
Quando pensas ser superior,
Quando fazes de alguém superior
E ignoras essa igualdade
Que tenho, que temos.

Adoro,
Quando me dizes que estou errada,
Ainda que saiba que eu mesma sou um erro.

Adoro,
Ver que não sabes mais do que eu.
Apenas finges saber
Ser certo o que é errado.

Adoro….
Mas não te adoro.
Na verdade, odeio-te.

Odeio-te,
A este ponto.
Ao ponte de adorar os teus defeitos,
Porque adoro ter razão.

Odeio-te,
Por todos os teus defeitos.

Adoro,
Os teus defeitos,
Porque cada um me dá razão.

Adoro-os,
Realmente.
A ti não, a ti só te odeio
Com alma e coração.
Talvez não…

Odeio-te,
Ainda mais do que isso,
Para me dar a este luxo
De adorar os teus defeitos
Sem uma incoerência,
Apenas por tudo ser possível
Quando se odeia.

Odeio-te,
Sem metáforas,
Com eufemismos.
Os teus defeitos…

Adoro-os,
Sem ironias,
Com sinceridade.

Odeio-te,
Por seres assim,
Vil e rasca.

Adoro,
Que sejas vil e rasca.
Nada me dá mais prazer,
Se não o prazer de estar certa.
Certa de quanto te odeio.
Certa e com razão para te odiar.
Tu és assim…

Odiosa.
Os teus defeitos…

Adoro-os,
Dão-me a justificação para te odiar.

Adoro-os,
Mas a ti não!
A ti apenas te odeio.