segunda-feira, 28 de março de 2011

Sinto


Sinto

Sinto-te voraz vento
Os teus braços bravios que me aconchegam
Em gestos suaves me acariciam
Com meiguice, com amor

E sinto…

Sinto-te fugaz fogo
 A crepitar e a chamar por mim
Para aquecer o bloco de gelo no peito
Com solenidade, com perspicácia

E sinto…

Sinto-te alegre água
A fluir por entre os meus dedos
Sempre cristalina e para me cuidares
Com suavidade, com carinho

E sinto…

Sinto-te terna terra
A pulsar sob os meus pés
Como o ritmo cardíaco do meu coração
Com calma, com vivacidade

E sinto…
Sinto-te eloquente espírito
A vibrar dentro do meu ser
Raiando em cada parte do que sou
Com liberdade, com vida

Porque sinto.

terça-feira, 22 de março de 2011

Raio De Sol

Raio De Sol

O Sol criou-te sublime, perfeito
Meu Raio de Sol esguio, cintilante
Sempre a circundar pela brisa
Sendo somente dono de ti mesmo

Raio de Sol, Raio de Luz

Nunca esperas que chegue a noite
Mesmo sendo nela actor principal
Causando invejas às estrelas
Brilhando só para os meus olhos
Ninguém te fez invejoso

Raio de Sol

Tu aqueces-me o coração
 Suave e delicado, com toques aclamados
A minha pele te deseja
A minha alma te pertence

Sim, tua e unicamente tua!
Porque não és igual aos outros
Não um simples raio de sol
Alguma criação vulgar da natureza

Não…

Mesmo sendo apenas ilusão do olhar
Provocado pelo contraste de cores
Dourado e Diamante
A tua beleza não é superficial
Ela está para além desse corpo de raio
Subtil nas tuas palavras, nos teus gestos

Raio de Sol, luminoso Raio de Sol

O Sol te fez para seres como eu
Fantasmas da Humanidade
Sentirem que ainda são algo
Algo que pode amar
Algo que pode ser amado

Nasceste Raio de Sol na minha vida
Raio de Sol serás até a escuridão vir
Durante a noite escura me iluminaras
Sempre serás visível no meu coração

sexta-feira, 18 de março de 2011

Estrela distante e bela

Estrela distante e bela
 
Um fantasma vagueia só
Pela noite de azul veludo
O céu de branco salpicado
O seduz para o pecado

O iluminou uma estrela
Sem saber que ele existia
Lá, tão distante, tão bela
Ele a admira noite e dia

Os outros que o condenam
De sem coração o apelidam
Frio e ausente o chamam
Não sabem, porque não amam

“- Oh, estrela radiante!
Sim, eles têm razão.
Desde aquele dia brilhante
Deixei de ter coração.”

“O arrancaste do meu peito,
Me tornando numa sombra.
De mim resta apenas o espírito,
Alguém que por aqui te aclama.”

Uma lágrima escorrega clandestina
Sem que ele a tente limpar
Um fantasma apaixonado, iludido
Pela beleza de algo magnífico

“Estrela, distante no infinito
Aqui te aguardo, silencioso
Pelo minuto, pelo segundo
Que descerás a este mundo.”

“Imagino-te vestida de branco,
Num passo digno de deuses.
De mão estendida, a sorrir
Vindo me buscar para partir.”

Todas as noites o fantasma vagueia
Perdido à procura de sua amada
Da tão luminosa estrela
Porque ele será sempre dela.