domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fantasma Clandestina

Fantasma Clandestina

Uma Fantasma que vagueia clandestina
Entre gente ocupada para me ver
A morte não me levou, podre mendiga
Condenou-me a transparente ser

Da alma resta apenas um pedaço
Um fragmento de vidro, um estilhaço
Tão afiado que me corta o coração
Sendo a minha existência em vão

O meu destino é as trevas
A luz nunca me iluminou
Se em vinda só senti dor
No inferno aguarda o calor

Porque nasci com o fado ditado?
Não deveria ser eu a escrever?
Uma fantasma que vagueia clandestina 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cavaleiro Fantasma


O Sol cintilava naquela tarde de Inverno, sendo cada raio solar espelhado pela nívea pele daquele sujeito luminoso. Sim, luminoso! Cada célula da sua epiderme parecia reflectir um brilho cristalino e cegava-me com tamanha beleza…
Talvez eu estivesse apenas a ver com uns olhos imperfeitos aquilo que para mim era a perfeição. Certamente ninguém partilharia da mesma opinião, todavia não me importava com os pensamentos desvairados dos outros, aqueles sempre muito ocupados para aproveitar as coisas mais simples da vida, sobre o desconhecido.