domingo, 19 de setembro de 2010

Sou... Uma réstia de alma


Sou... Uma réstia de alma

Sou…
Um perfume que vagueia perdido
Quando fluiu em gestos de abrigo

Sou…
Um livro complexo de se ler
Quando me abro para me dar a conhecer

Sou…
Uma música agradável de se escutar
Quando deixo cada sentimento em mim palpitar

Sou…
Um simples fantasma clandestino
Quando ninguém vê que existo
Entre o vazio de cada pedaço de nada

Sou…
A última réstia de uma alma

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Caío


Caio


Caio
Caindo
Em queda Livre

O ar envolve o meu corpo
As asas deixaram de funcionar
Sentindo o coração morto
Os pulmões desistem de respirar

Apenas caio
Caindo
Em queda livre

Se me atirei, já não me lembro
Se me empurraram, não recordo
Haverá para tal um motivo?
Talvez a vontade de sentir alívio…

Somente caio
Caindo
Em queda livre

Sem destino, sem rumo
Simplesmente até chegar ao fundo
Ou pela infinita eternidade
Quem o sabe?

Unicamente caio
Caindo
Em queda livre

Não como os anjos
A voar sempre prontos
Antes como um Homem
Que se ergue no fim

Caio
Caio
Caio

Insignificante


A solidão…
 O que posso falar sobre a solidão se ela mesmo não fala comigo? Se, esquecida num qualquer canto, desejo que a dor no meu peito desapareça. Um atroz e desmedido sofrimento que tanto me enche quanto me faz sentir vazia…
 Simplesmente insignificante como um grão de areia no deserto, uma gota de água num oceano… Qual a diferença que faço no mundo?
 Sinto que tenho mais que alguns e menos que nada, falta algo que me complete e me alegre, algo que faça valer a pena toda a luta da vida…
 O quê?
 Talvez um sentido…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ambição

O ser humano é realmente magnânimo quando deseja, os seus sonhos e as suas paixões são as razões que todos os dias o mantém vivo e o leva a lutar por aquilo que o faz feliz…
 Mas e quando os sonhos se tornam numa ambição desmedida?
 Os nossos olhos apenas vêem esse objectivo, sem pensar nos meios para o atingir, só importa isso e nada mais!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Perdida

Por vezes sinto o meu peito vazio, por vezes penso que sou apenas uma ilusão…
 Eu já não sou eu, tudo mudou e só eu não me apercebi que tudo estava a mudar. Quando foi que me roubaram o espelho e condenaram uma pobre sonhadora a pensar que poderia ser uma eterna criança? Essa criança parece cada vez mais distante, tão distante do meu corpo como a minha alma. Se é que alma ainda tenho!