terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Espírito de Natal


Espírito de Natal

Há algo no ar!
Um algo invisível se faz sentir
Algo que faz as estrelas cintilar
Arrepia a pele e o coração bate
Num ritmo forte e difícil de fugir
Ritmo de solidariedade

Algo... Algo…Algo…
Um algo que partilha sorrisos
Atravessa continentes, sem fronteiras
Reaparecem os amigos sumidos
As crianças riem nas suas brincadeiras
Mais abraços, mais felicidade, mais gáudio

Algo, o que será?
Um algo que lança bandeira branca
Baixam-se armas e a guerra pausa
Num dia que a paz comanda
Até os inimigos estabelecem trégua
Para se unir numa boa causa

Algo, não o consigo entender.
Um algo que desafia as leis da natureza
 O calor humano engrandece
Por mais que a temperatura desça
A dúvida ninguém me esclarece
Há alguém que o consiga perceber?

Algo que existe sem solução
Porque só é preciso sentir
Porque só é preciso partilhar
Porque só é preciso paz criar
Porque só nos toca no coração
Esse Espírito de Natal!

domingo, 24 de outubro de 2010

Humanos sem humanidade


Humanos sem humanidade

As sombras que me envolvam
As trevas que me levem
Se não consigo viver
Acho preferível não existir

Ninguém entende a dor
Mesmo aqueles que a sentem
A minha dor é pessoal
Ninguém é capaz de a perceber

Tal qual me cortassem a pele
Com um duro, frio e afiado diamante
Em cortes precisos e sem compaixão
Deixando-me a alma a sangrar

Quem se importa com isso?
Calcam e pisam-me a toda a hora
São humanos sem humanidade.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sou... Uma réstia de alma


Sou... Uma réstia de alma

Sou…
Um perfume que vagueia perdido
Quando fluiu em gestos de abrigo

Sou…
Um livro complexo de se ler
Quando me abro para me dar a conhecer

Sou…
Uma música agradável de se escutar
Quando deixo cada sentimento em mim palpitar

Sou…
Um simples fantasma clandestino
Quando ninguém vê que existo
Entre o vazio de cada pedaço de nada

Sou…
A última réstia de uma alma

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Caío


Caio


Caio
Caindo
Em queda Livre

O ar envolve o meu corpo
As asas deixaram de funcionar
Sentindo o coração morto
Os pulmões desistem de respirar

Apenas caio
Caindo
Em queda livre

Se me atirei, já não me lembro
Se me empurraram, não recordo
Haverá para tal um motivo?
Talvez a vontade de sentir alívio…

Somente caio
Caindo
Em queda livre

Sem destino, sem rumo
Simplesmente até chegar ao fundo
Ou pela infinita eternidade
Quem o sabe?

Unicamente caio
Caindo
Em queda livre

Não como os anjos
A voar sempre prontos
Antes como um Homem
Que se ergue no fim

Caio
Caio
Caio

Insignificante


A solidão…
 O que posso falar sobre a solidão se ela mesmo não fala comigo? Se, esquecida num qualquer canto, desejo que a dor no meu peito desapareça. Um atroz e desmedido sofrimento que tanto me enche quanto me faz sentir vazia…
 Simplesmente insignificante como um grão de areia no deserto, uma gota de água num oceano… Qual a diferença que faço no mundo?
 Sinto que tenho mais que alguns e menos que nada, falta algo que me complete e me alegre, algo que faça valer a pena toda a luta da vida…
 O quê?
 Talvez um sentido…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ambição

O ser humano é realmente magnânimo quando deseja, os seus sonhos e as suas paixões são as razões que todos os dias o mantém vivo e o leva a lutar por aquilo que o faz feliz…
 Mas e quando os sonhos se tornam numa ambição desmedida?
 Os nossos olhos apenas vêem esse objectivo, sem pensar nos meios para o atingir, só importa isso e nada mais!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Perdida

Por vezes sinto o meu peito vazio, por vezes penso que sou apenas uma ilusão…
 Eu já não sou eu, tudo mudou e só eu não me apercebi que tudo estava a mudar. Quando foi que me roubaram o espelho e condenaram uma pobre sonhadora a pensar que poderia ser uma eterna criança? Essa criança parece cada vez mais distante, tão distante do meu corpo como a minha alma. Se é que alma ainda tenho!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Olhar De Anjo Negro



Olhar De Anjo Negro

Numa tonalidade mel e âmbar
A contrastar com a sombra escura
Nesse seu reluzente contemplar
Se vislumbra uma alma pura

Misteriosos e enigmáticos
De forma sublime e cuidadosa
Escondem os segredos e desejos
Que o seu espírito anseia

Galantes e conquistadores
Seduzem num simples segundo
Derretem os corações mais fortes
Com o sorriso invejado pelo mundo

Nesse mirar descobri quem sou eu
Estrela mágica que me dá vida
Será sempre unicamente teu
O Olhar De Anjo Negro

domingo, 7 de março de 2010

Fénix de tentação


Fénix de tentação

A tua elegância trabalhada
O teu charme esculpido
Tudo em ti é arte
À procura de um olhar perdido
Seduzes com calma
Na busca de uma alma
Ansiando por dar abrigo
Ao teu coração mendigo
Mas tudo é ilusão
Quando nem tentas te abrir
Sorris e não brilhas
Dizes-te feliz quando choras
Escondes as lágrimas perdidas
No sofrimento do isolamento
Falas em verdadeiro amor
Que a tua suave pele fria
Necessita de calor
Que tu pedes vida
Porque continuas a fugir?
Se evitas contacto visual
Como esperas assim conseguir
De uma forma surreal
Achar a metade de ti?
Destrói os muros da desconfiança
Luta com esperança
Como o fazes com os sonhos
Os teus e os que me crias
Anjo negro que me iluminas
Cavaleiro fantasma
Que me resgataste das trevas
A tua hora de liberdade chegou
Ergue-te das cinzas e floresce
Fénix de tentação

sábado, 6 de março de 2010

Pensamentos... #3


"Na escuridão e nas trevas da decadência, são aquelas pessoas que com simples gestos me conseguem arrancar um sorriso."

sexta-feira, 5 de março de 2010

Apenas Um Fantasma


Apenas um fantasma

Um sorriso fingido
Um brilho ausente
Por mais que os lábios enganem
O olhar não mente

A alma sente-se fria
Ainda que bata o coração
Cai uma lágrima esguia
Na ausência de emoção

Quem sou eu?
Já nem recordo quem fui
Tudo que considero meu
Entre os meus dedos esmoreceu

Seja tudo, seja nada
Quer amada, quer odiada
Invisível e apagada
Apenas me sinto um fantasma

segunda-feira, 1 de março de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mera Ilusão...



Os meus olhos abrem-se na escuridão, rodando em ritmo monótono anseia encontrar uma luz ou, quem sabe vida.
 Sim, porque me sinto morta! O meu coração não palpita, no peito não consigo escutar qualquer tipo de batimento cardíaco… Só a dor permanece, mesmo quando em lágrimas procuro memórias de felicidade, já não há felicidade! Porém, quando à lembrança recorre as situações de dor, ela ainda magoa.

domingo, 24 de janeiro de 2010

As trevas que me cercam


As trevas que me cercam

As trevas acercam-se do meu corpo
Subtis e calculistas, sem dó nem piedade
Esperam vê-lo cair imóvel, morto…
Eu as aguardo sem ansiedade

Sem luz, sem esperança, sem sentido
Não tenho medo, ou algum tipo de pavor
Se em vida nunca vi mais que o preto
Nunca senti mais que dor

O que interessa que me levem,
Se nada há para deixar?
O que importa as memórias,
Se o tempo acaba por as apagar?

As recordações como as tuas
Lá, no longínquo, sepultadas
Impossíveis de serem alcançadas
Só passíveis de serem lamentadas

O sofrimento corre numa lágrima
Já não sei quem fui, quem sou
Tu, eu… Quem foi a vítima
Quando só a solidão ficou?

Alguma vez luz terei sido?
Alguma vez foste esperança?
Alguma vez tivemos um sentido?
Ou sempre pura fantasia?

Já não há solução, já não há resposta
Já não interessa, já não importa
Quando, as trevas me libertarem, amanhã
Um novo Sol nascerá!