sábado, 28 de novembro de 2009

Yin-Yang


Yin-Yang
A chuva caía serenamente do lado de fora e eu via, sentado sobre a cama e através da janela do meu quarto, o sol a deitar-se no horizonte, levando consigo o último raio de luz. Mais um dia que acabava, significava mais uma noite que nascia, com ela atormentava-me novamente a terrível e inevitável maldição.
Em breves minutos a estrela diurna perder-se-ia da vista, não havia muito tempo: com o mínimo de esforço, estiquei o braço para pegar no cintilante objecto que descansara todo o dia na minha enxerga. Cada segundo, cada minuto, cada hora foram passados tendo como companhia um simples fatal punhal de prata, cuja pega possuía rubis encrostados.

sábado, 7 de novembro de 2009

Amor de Inverno



Amor de Inverno

O sol de fim de tarde luzia os seus últimos raios sobre a manta de neve, que o céu enublado causara. Floco a floco, o seu cabelo negro tornava-se mais claro devido ao gelo nos filamentos, reflectindo-se num sobressair dos seus olhos cor de mel, lembrando um olhar de leão. Um olhar enganador, pois a pessoa que caminhava, passo a passo, sentia-se apenas um gato ermo naquele frígido Inverno.
O seu pensamento prendia-se exatamente aí: na sua tão angustiante solidão! Os dias corriam dolorosos e desesperantes sem o sabor de uns lábios femininos nos seus, sem o toque pélvico da pele macia de rapariga, sem a tal que o completava a lhe dar e compartilhar amor verdadeiro, esse amor que unicamente dois corações puros conseguiriam dividir!