quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Inicio do poema


Inicio do poema

Uma lágrima clandestina
Uma memória apagada
Sempre se inicia o poema
Em cada princípio de mágoa

A dor que no peito corrói
Junta a rima ao verso
A felicidade fugida, deixando o resto
O nada de uma prosa que mói

Bate desesperado por abrigo
O coração traído, rejeitado
Sendo somente mendigo
Em cada quadra mal-amado

Assim, o poema termina
Com a mágoa do fado declarada
A separação se legitima
A vida não finda