segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Encontra-me

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A noite austera já havia nascido há muito tempo, embora fosse perigoso andar só pelas estradas da cidade aquela hora, eu vagueava cabisbaixa por uma qualquer rua da metrópole. Sim, uma qualquer rua! Ao virar da segunda esquina perdera o rumo, assim andava sem saber bem por onde, no entanto nunca em toda a minha vida me sentira tão encontrada! O meu olhar investigou todas as direcções: não se avistava viva alma por aqueles caminhos, somente a Lua magnífica no céu me seguia a cada passo. Os pés guiavam-me por um trilho que o meu coração parecia ansiar, seria loucura? Ou estaria a brisa nocturna a atrofiar-me as sensações?
Uma cristalina lágrima brotou nos meus olhos para logo desenrolar pelo meu rosto branco. Não…não...não era loucura, nem a brisa nocturna, simplesmente a necessidade de me isolar na escuridão, procurando na minha alma aquele apoio que tantos amigos nunca me deram: nunca nenhum deles se lembrava de me perguntar o que se passava comigo, nunca se lembravam de esticar o braço para me dar ajuda quando chorava, nunca…nunca se lembravam que eu era humana, que também eu experimentava aqueles confusos sentimentos imponentes de me deixar estável. Porquê que me faziam sentir mais sozinha no meio de tanta gente do que nesta rua afastada?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Memories - Within Temptation



A chuva cai intermitentemente sobre o meu rosto, as gotas do céu confundem-se com as lágrimas dos meus olhos, numa mistura complexa de sentimentos compartilhados pelo tempo e pela alma. Neste simples momento, vejo a claridade a tornar-se em escuridão, as nuvens dispersarem e unicamente fico eu no cenário solitário apreciando, com a visão da memória, situações de um passado feliz.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A vida é assim



Incerta…
De olho no passado, acerca-me uma terrível escuridão da sombria incerteza. Todos os acontecimentos vividos assemelham-se agora somente a uma ilusão, desvanecendo perante o tempo tão incerto. Como se perde-se o fio condutor da minha vida ou mesmo a luz que ilumina o futuro fortuito.

Cega…
Nada parece ser real, nada parece ser possível de alcançar, apenas o ar envolvente é capaz de segurar a alma neste corpo vazio de sentimentos que dão vida a qualquer ente.

Perdida…
Cada caminho dissimulado com as suas várias direções, leva-me sempre ao mesmo sítio: Sempre ao mesmo lado nenhum!

Infinita…
O céu onde o Sol sugere iluminar todos os dias, mostra-me escassamente trevas cada vez que acordo, sendo a luz não muito mais que uma obscuridade clara.

Miragem…
Se o paraíso existe na Terra, não passa de um sonho lindo que a madrugada negra levou com o esquecimento, deixando unicamente a dor.

Vida!
Assim, não é mais que sofrimento aquilo que se sente, mesmo num sorriso se vê uma lágrima reprimida que a tristeza mais clandestina não consegue disfarçar.
O sonho é vida e a vida uma ilusão.