sábado, 12 de dezembro de 2009

Ser mais que um ser mal amado


Ser mais que um ser mal amado

Na solidão da alma
Nas trevas do pensamento
Vaguei-o monótona e calma
Fingindo ausência de sofrimento

Passo a passo, sem destino
Se sente nostálgico o espírito
Relembrando sonhador a felicidade
Procurando um sentido, uma verdade

Mas mais nada existe
Porque tu não estás aqui
Tudo isto é triste
Realidade, não vivo sem ti

Sempre longe de mim
Uma miragem, uma ilusão
Não tendo conhecimento de mais
Aguardo voltar a ouvir teu coração

Uma réstia de falaz esperança
De o fado em seu traçado
Me traga de novo tua presença
Ser mais que um ser mal amado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Yin-Yang


Yin-Yang
A chuva caía serenamente do lado de fora e eu via, sentado sobre a cama e através da janela do meu quarto, o sol a deitar-se no horizonte, levando consigo o último raio de luz. Mais um dia que acabava, significava mais uma noite que nascia, com ela atormentava-me novamente a terrível e inevitável maldição.
Em breves minutos a estrela diurna perder-se-ia da vista, não havia muito tempo: com o mínimo de esforço, estiquei o braço para pegar no cintilante objecto que descansara todo o dia na minha enxerga. Cada segundo, cada minuto, cada hora foram passados tendo como companhia um simples fatal punhal de prata, cuja pega possuía rubis encrostados.

sábado, 7 de novembro de 2009

Amor de Inverno



Amor de Inverno

O sol de fim de tarde luzia os seus últimos raios sobre a manta de neve, que o céu enublado causara. Floco a floco, o seu cabelo negro tornava-se mais claro devido ao gelo nos filamentos, reflectindo-se num sobressair dos seus olhos cor de mel, lembrando um olhar de leão. Um olhar enganador, pois a pessoa que caminhava, passo a passo, sentia-se apenas um gato ermo naquele frígido Inverno.
O seu pensamento prendia-se exatamente aí: na sua tão angustiante solidão! Os dias corriam dolorosos e desesperantes sem o sabor de uns lábios femininos nos seus, sem o toque pélvico da pele macia de rapariga, sem a tal que o completava a lhe dar e compartilhar amor verdadeiro, esse amor que unicamente dois corações puros conseguiriam dividir!

sábado, 17 de outubro de 2009

O que é liberdade?


O que é liberdade?

Sozinha, solitária, só
Vaguei-o pelas ruas sem destino
Rastejando e metendo dó
Na ânsia de encontrar um caminho

Ou talvez uma solução para o sofrimento
Encontrar o pedaço da minha alma
Dizimar o tormento do peito
Sentir de novo paz e calma

Onde está a resolução?
Queria viver em vez de existir
Mas algemas impedem-me a acção
De lutar e escolher sorrir

Meu coração já não bate
A morte cruel não me leva
Quando de mim apenas há meia parte
Ela mantém-me presa á Terra

Um dia disseram que era independente
Mentiram, enganaram, iludiram
Muita injustiça, vejo unicamente
Os meus olhos choram

Se não posso decidir morrer
Se me obrigam a viver
Uma resposta não há para a inquire:
- O que é liberdade?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Inicio do poema


Inicio do poema

Uma lágrima clandestina
Uma memória apagada
Sempre se inicia o poema
Em cada princípio de mágoa

A dor que no peito corrói
Junta a rima ao verso
A felicidade fugida, deixando o resto
O nada de uma prosa que mói

Bate desesperado por abrigo
O coração traído, rejeitado
Sendo somente mendigo
Em cada quadra mal-amado

Assim, o poema termina
Com a mágoa do fado declarada
A separação se legitima
A vida não finda

terça-feira, 14 de julho de 2009

Uma lágrima corre... Um coração morre


Uma lágrima corre

Uma lágrima que corre
Em rosto níveo dolorido
Sentindo a sofrida morte
De um amor perdido

Os olhos choram na calma
Divagando no tormento
A dor da gelada alma
Desse tal sentimento

O Coração cai por terra
O sorriso fica por responder
Toda a gente erra
Eu estaco sempre a sofrer

Será que foi esse o meu pecado?
Desejar quem me amasse, somente
De joelhos no vidro por isso pago
A morte levará o que lhe pertence

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Definição...Amizade!


Definição… Amizade!

Pediram para definir
Solicitaram para descrever
Mas sem saber que emitir
A tentei perceber

Como pautas de música
Melodia transcendente
Atinge de forma única
Todo aquele que sente

Pura e sem complexos
Unindo lágrima e sorriso
Num fabuloso misto
De sentimentos convexos

Amizade, foi o nome atribuído
O que palpita no coração
A razão pela qual partilho
Toda a minha emoção.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Despedida


A despedida
‘’ 16 de Março de 2008
Olá,
Neste instante deves estar a pensar: Porquê? A revolta a invadir-te o corpo incentiva-te a partir tudo á tua volta e, tu de lágrimas nos olhos controlas essa vontade imaginando as milhares de hipóteses pelas quais isto aconteceu. Nelas procuras a menos dolorosa para novamente seguires enfrente como se nada tivesse acontecido…

quarta-feira, 11 de março de 2009

Dolorosa Verdade


 Dolorosa Verdade

Lágrimas de ilusão
Traídas pela esperança
Que acreditou o coração
A vida ter uma mudança

Sonhos e sonhos criados
Numa crença fantástica
Sãos os mesmos findados
Pela realidade drástica

E vai o acolhedor imaginar
Caminhando pelos rios da morte
Onde o tentam exterminar
As lanças de alto porte

Então é ferida, é sangrada
O que foi felicidade
Cai por terra inanimada
Obrigando-me a ver a dor da verdade!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Encontra-me

Photobucket


A noite austera já havia nascido há muito tempo, embora fosse perigoso andar só pelas estradas da cidade aquela hora, eu vagueava cabisbaixa por uma qualquer rua da metrópole. Sim, uma qualquer rua! Ao virar da segunda esquina perdera o rumo, assim andava sem saber bem por onde, no entanto nunca em toda a minha vida me sentira tão encontrada! O meu olhar investigou todas as direcções: não se avistava viva alma por aqueles caminhos, somente a Lua magnífica no céu me seguia a cada passo. Os pés guiavam-me por um trilho que o meu coração parecia ansiar, seria loucura? Ou estaria a brisa nocturna a atrofiar-me as sensações?
Uma cristalina lágrima brotou nos meus olhos para logo desenrolar pelo meu rosto branco. Não…não...não era loucura, nem a brisa nocturna, simplesmente a necessidade de me isolar na escuridão, procurando na minha alma aquele apoio que tantos amigos nunca me deram: nunca nenhum deles se lembrava de me perguntar o que se passava comigo, nunca se lembravam de esticar o braço para me dar ajuda quando chorava, nunca…nunca se lembravam que eu era humana, que também eu experimentava aqueles confusos sentimentos imponentes de me deixar estável. Porquê que me faziam sentir mais sozinha no meio de tanta gente do que nesta rua afastada?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Memories - Within Temptation



A chuva cai intermitentemente sobre o meu rosto, as gotas do céu confundem-se com as lágrimas dos meus olhos, numa mistura complexa de sentimentos compartilhados pelo tempo e pela alma. Neste simples momento, vejo a claridade a tornar-se em escuridão, as nuvens dispersarem e unicamente fico eu no cenário solitário apreciando, com a visão da memória, situações de um passado feliz.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A vida é assim



Incerta…
De olho no passado, acerca-me uma terrível escuridão da sombria incerteza. Todos os acontecimentos vividos assemelham-se agora somente a uma ilusão, desvanecendo perante o tempo tão incerto. Como se perde-se o fio condutor da minha vida ou mesmo a luz que ilumina o futuro fortuito.

Cega…
Nada parece ser real, nada parece ser possível de alcançar, apenas o ar envolvente é capaz de segurar a alma neste corpo vazio de sentimentos que dão vida a qualquer ente.

Perdida…
Cada caminho dissimulado com as suas várias direções, leva-me sempre ao mesmo sítio: Sempre ao mesmo lado nenhum!

Infinita…
O céu onde o Sol sugere iluminar todos os dias, mostra-me escassamente trevas cada vez que acordo, sendo a luz não muito mais que uma obscuridade clara.

Miragem…
Se o paraíso existe na Terra, não passa de um sonho lindo que a madrugada negra levou com o esquecimento, deixando unicamente a dor.

Vida!
Assim, não é mais que sofrimento aquilo que se sente, mesmo num sorriso se vê uma lágrima reprimida que a tristeza mais clandestina não consegue disfarçar.
O sonho é vida e a vida uma ilusão.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Saudade


Saudade

Nostálgica…
Reflecte, pensa, sente
Delineando subtil e delicada
Detalhes ténues de vida
Busca a incerteza do futuro
Recordando certezas do passado

Tranquila…
Escreve numa lágrima com memórias
Um sorriso irrepetível
Um olhar inexplicável
Um sentimento antigo

Memorável…
Imortaliza a ferro e fogo
Na pele da alma triste
A lembrança da felicidade

Intemporal…
Salta segundos, minutos, horas, dias, meses, anos
Sem apagar o mínimo gesto

No final…
Chama-se Saudade!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sonhar realidade



Sonhar Realidade

Uma doce ilusão
Sustenta minha vida
Receio o domínio da razão
Que a ilusão seja perdida

Sempre fui sonhadora, é verdade
Nunca pedi mais que saber sonhar
Criei um sonho na realidade
Pelo sonho me deixei levar

Adoço com sonho a alma
Permito o aumento da ilusão
Vivo o sonho, sonho minha palma
No raciocínio pensa o coração

Na vida não possuo se não sonhos
Nos sonhos usufruo duma vida
Não os deixo serem perdidos
Para a vida não ser perdida

É uma grande virtude sonhar
Pois o sonho faz do Homem
Um ser capaz de amar!