sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dias de nevoeiro

Dias de nevoeiro

 Todos os dias existe um despertar, todos os dias é inevitável a tragédia de acordar para a vida. Menos mal é ter pela frente um dia de Sol, contudo nem sempre o Sol brilha no céu e o nevoeiro cerrado abunda.
 Transforma a luz de um sorriso nas trevas de uma lágrima, quando esse nevoeiro entra na alma calma que julgamos ser a nossa. Entranhasse de tal maneira que não deixa pensar se não em mágoa e desespero, levando-nos a ver a grande escuridão que é o passado, sem nunca conseguir voltar as costas e ver o futuro.
 Sim, porque esse cinzento nevoeiro cria na sua tela a ilusão de uma vida, ilude as almas pensantes de quem procura reflectir. Tamanha cegueira causada pelo envolvimento fatal do nevoeiro, provoca que apenas escuridão vejamos e o tudo se transforma em nada e a guerra vencida não passa de mais uma derrota.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Desculpa-me


Desculpa-me

Somos Homens porque erramos
É nos inerente o acto falhar
Mas o que nos torna humanos
Consta em saber perdoar

Sabes que sou humana
Partilhamos da mesma alma
Por ser Homem também peco
Por ter alma meu erro reconheço

Quis apenas uma brincadeira
Calculei mal tua posição
Nunca pretendi de alguma maneira
Magoar teu frágil coração

Não é elaborado o meu arrependimento
Não o tomes por fingimento
Neste verso que escrevo desalinhado
Peço desculpa por ter errado!