sexta-feira, 20 de junho de 2008

Crepúsculo silêncio sentido


Crepúsculo silêncio sentido

Crepúsculo silêncio sentido
Das palavras ditas sem falar
Encontra amor coração mendigo
Na ilusão de te amar

Vê, observa e reflecte olho bonito
A pintura multicor de giz
Onde jaz todos os tons do preto
Dá-me a ilusão de ser feliz

Luz intensa da escuridão
Onde fogo congelou a calma
Transmite a estranha sensação
De um dia ter tido alma

Maravilhosa é a dor da crença
Onde se pensa voltar a existir
Algo morto com a esperança.
De o sonho não se extinguir

Neste crepúsculo silêncio de sentir
Onde deixa a alma o ser
Fica mágoa e sofrimento
De não viver se não no pensamento

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ser Humano


Ser humano

O dia era normal como tantos outros, a sala estava cheia de alunos como eu. Eles eram os meus colegas, os meus semelhantes: todos nós possuíamos os mesmos gostos, desde o estilo musical aos livros que líamos.
A professora que até então ficara do outro lado da porta a esperar algo, entrou. Não tardou a anunciar que iríamos ter um novo colega de turma, este penetrou na sala ao ser chamado por ela. A turma ficou em silêncio ao vê-lo, era tão diferente do nosso conceito de adolescente! Seriam as roupas e o seu estilo berrante? Ou talvez o seu tom de pele? À medida que este se apresentava, notava-se uma divergência enorme dos gostos que eu e a minha sociedade considerávamos normal do que ele achava normal. Sem dúvida um ser esquisito e com o qual não haveria socialização possível. As diferenças são sempre diferenças! Por mais que tentemos nunca se mistura duas pessoas tão adversas, é como o azeite e a água, por mais que agitemos e voltemos a agitar não se tornam uno.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Jamais voltarei amar!


Jamais voltarei a amar!

De olhar preso no horizonte
Vejo o primeiro raio nascer
Esta dor antes latente
Acaba por morrer

A escuridão se desvanece
Enquanto me ilumina o Sol
O sentimento que cresce
Torna-me o coração mole

Mas a luz aparece de soslaio
É a felicidade ilusão
A chuva apaga o raio
Transforma tudo em escuridão

Porque custa tanto amar
O sorriso é um momento
Tudo que se vem a imaginar
Finaliza-se em tormento

Não me irei mais iludir
Simplesmente deixarei de sonhar
Mesmo que isso implique não rir
Jamais voltarei a amar!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mar de lágrimas


Mar de lágrimas

Silêncio calmo da maresia que embala a brisa do vento. Sentada na nívea areia da praia deserta de felicidade, voa o pensamento com as palavras que ficaram por dizer no cair de uma lágrima salgada. Essa lágrima que o ir e vir da doce água gelada leva consigo.
Levanto-me lentamente e caminhado sobre a areia, ouço o estalar dos grãos de mágoa da alma. O vento envolve o meu ser, parece então que os meus pés não tocam mais no chão ardente de sofrimento, apenas deslizo para esse único destino: o abastado mar gelado, salgado pelo sofrimento de cada lágrima que leva consigo.