sábado, 29 de março de 2008

O que sou?


O que sou?

Não tenho corpo.
Tudo o que sou não é mais do que aquilo que uma alma sonhou. Foi sonhada cada parte do que sou, desde a cor dos meus olhos até à maneira como falo. Nada escapou ao sonho que me tentou fazer perfeita!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Paixão que magoa


Paixão que magoa

O pôr-do-sol na minha mente
Lembra-me o teu castanho olhar
Foi por essa cara sorridente
Que eu me fui apaixonar

Tão melodiosa é tua voz
Teu toque suave é irreal
Por segundo só existimos nós
Depressa a realidade se torna letal

E esta paixão ardente
Que me magoa o coração
Vive na minha mente
Baseada numa ilusão

Deixo agora as palavras
Prendo-me na terrível realidade
De que estas duas almas separadas
Nunca se vão amar de verdade

domingo, 23 de março de 2008

Em tua memória


Em tua memória

Foi um triste dia
Que levou a minha alegria
Feriu-me a alma
E tirou-me a calma

Um espaço vazio no coração
Lágrimas limpas com o lenço da mão
Na memória as boas recordações
E guardadas as grandes emoções

As saudades crescem agora
O sentimento de perda não se vai embora
Mas fica uma grande certeza:
- Viverás enquanto ninguém te esqueça!

sábado, 22 de março de 2008

Assim é a vida


Assim é a vida

A tristeza invade o meu coração
Neste mundo apenas encontro solidão
Vivemos a vida a correr
Quando paramos é para sofrer
Não vejo esperança no que conheço
Vejo uma miragem que desconheço
Num mundo tão grande
Que chega a ser pequeno
Vejo partir pessoas que viviam em pleno
Tenho uma única certeza:
A vida é uma incógnita
E quem parte não volta.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Magoada Vida

 

Magoada vida

A magoada vida que vivo
Não passa de tempo perdido
Passa o tempo ficam as feridas
Das passadas e magoadas injustiças
Mais um dia passado
E este coração continua mal-amado
Assim sofro a cada segundo
Sinto-me cada vez mais perdida no mundo

quinta-feira, 20 de março de 2008

Simplesmente eu


Simplesmente eu

Estive sozinha por um momento
Quando a minha personalidade perguntou:
- Sabes aquilo que sou?
E depressa me revirou o pensamento

Procurei-me descrever
Olhei-me ao espelho para ver
Reparei com um olhar espantado
Que tudo e nada tinha mudado

Vi e continuei a ver
Que dia-a-dia estava a crescer
Por fora tudo se transformava
Por dentro nada mudava

Então resolvi ir perguntando
E sobre o que era iam opinando
Uns acham-me simpática, normal
Outros dizem que sou especial

Com a divergência de opinião
Fiquei com a cabeça numa confusão
Abstrai-me de qualquer particularidade
Para saber quem era de verdade

Olhei, reflecti e pensei
Para saber o que de mim sei
Estava a desistir de achar a solução
Quando dei resposta à questão

Vendo finalmente a verdade
Descobri o que sou na realidade
Não dependo daquilo que a natureza ergueu
Porque eu sou simplesmente eu!