quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mundo Rosa Manchado De Preto


Mundo Rosa Manchado De Preto

Triste mundo escuro
Onde me sinto perdida
Não sabendo o que procuro
Vagueio por ruas, esquecida

Ruas várias e soltas
Arrancadas do mundo rosa
Que perdeu as notas
Da sua pauta famosa

A famosa pauta
Nunca pelo destino cantada
 Manchando a preto o mundo rosa

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sabor do Pecado


Sabor Do Pecado

Duas lágrimas mudas
Dois gritos de ilusão
Na noite mais escura
Palpita o coração

Dois risos tímidos, envergonhados
Esvoaçam na solidão calma
Com o turbilhão de sentimentos
Se confunde a alma

O olhar mais terno
Oculta o sofrimento
Que lateja no espírito
Deste tão grande erro

Ilícito, engano, errado
Porque é tão duro amar?
Porquê tão ambíguo o provar
 Deste Sabor do Pecado

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dias de nevoeiro

Dias de nevoeiro

 Todos os dias existe um despertar, todos os dias é inevitável a tragédia de acordar para a vida. Menos mal é ter pela frente um dia de Sol, contudo nem sempre o Sol brilha no céu e o nevoeiro cerrado abunda.
 Transforma a luz de um sorriso nas trevas de uma lágrima, quando esse nevoeiro entra na alma calma que julgamos ser a nossa. Entranhasse de tal maneira que não deixa pensar se não em mágoa e desespero, levando-nos a ver a grande escuridão que é o passado, sem nunca conseguir voltar as costas e ver o futuro.
 Sim, porque esse cinzento nevoeiro cria na sua tela a ilusão de uma vida, ilude as almas pensantes de quem procura reflectir. Tamanha cegueira causada pelo envolvimento fatal do nevoeiro, provoca que apenas escuridão vejamos e o tudo se transforma em nada e a guerra vencida não passa de mais uma derrota.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Desculpa-me


Desculpa-me

Somos Homens porque erramos
É nos inerente o acto falhar
Mas o que nos torna humanos
Consta em saber perdoar

Sabes que sou humana
Partilhamos da mesma alma
Por ser Homem também peco
Por ter alma meu erro reconheço

Quis apenas uma brincadeira
Calculei mal tua posição
Nunca pretendi de alguma maneira
Magoar teu frágil coração

Não é elaborado o meu arrependimento
Não o tomes por fingimento
Neste verso que escrevo desalinhado
Peço desculpa por ter errado!

domingo, 10 de agosto de 2008

Depressão


Depressão

 Depressão é mais que loucura, é a dor da alma! Um verdadeiro fantasma invisível que tortura, moí e magoa a consciência. O monstro que nos leva pelos caminhos da infelicidade e nos obriga a calcar os cacos da taça onde bebias alegria.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mundo cheio de gente


Mundo cheio de gente

 Num mundo cheio de gente
De sentimentos tão vazio
Encontrei quem me complemente
Mas em vez de calor sinto frio

O gelo de não te ter
Apaga o fogo da paixão
Não aguento amar e sofrer
Assim continuo na solidão

É um alicerce esta paixão
Uma grande e simples ilusão
E quando ela acabar
Mais nada vai restar

E o que da cinza nasceu
Às cinzas de novo voltará
Nesse segundo a vida me esqueceu
E cheio de gente o mundo continuará

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Amigos, nada mais


Amigos, nada mais

Amor, é este o sentimento
O segredo desta mágica relação
Onde dividimos alegria, tormento
E te estendo sempre a mão

Para alegre e brilhante sorriso
Para triste e gélida lágrima
Te darei meu ombro afectuoso
Sem mágoa ou lástima

Afirmei, jurei, prometi
Andasses certo ou errado
Eternamente estar aqui
Simplesmente a teu lado

Mas e tu estás para mim?
Com o dedo tocarás meu rosto
Me limparas a gota de desgosto?
Onde andas quando me acho assim?

Apenas te queria dizer:
‘’Sinto no coração saudade"
De pelo menos ver
Que tenho tua amizade!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Sentido da vida


Sentido da vida

Todos nós já perguntamos
‘’Porque é que aqui estamos? ‘‘
Não sabendo a razão logo à partida
Tentamos dar um sentido à vida

Mas que sentido havemos de lhe dar?
Esta questão, cada um tem de solucionar
Pois sendo nós tão diferentes
Os sentidos da vida vão ser divergentes

Uns acham que ele está em amar
Ou nos sonhos que se quer realizar
Outros procuram no sorriso de esperança
No rosto de uma inocente criança

Uns encontram-no na religião
Ou na luta pela salvação
Para uns está na paz interior
Ajudando o mundo a ficar melhor

Contudo a vida não é um sonho encantado
A tristeza encontra-se em qualquer lado
Todos os dias vemos desgraças na televisão
 Pensamos que se trata apenas de ficção

Muitas pessoas não têm o que comer
Outras vêem os seus filhos morrer
Uma cidade destruída por um vendaval
Mais uma criança desaparecida em Portugal

Choramos por causas menores
Sem reflectir que há posições piores
Então levanta-se uma grande questão:
“Qual o sentido da vida de pessoas em tal situação?”

Resposta nunca a achei
Somente com uma certeza fiquei:
Não vivemos para sofrer
Nem deixar os nossos sonhos morrer

Mas sim para aproveitar
O que de bom a vida nos pode dar
Por isso nunca desistas da tua felicidade
Faz sempre o que gostas de verdade

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Crepúsculo silêncio sentido


Crepúsculo silêncio sentido

Crepúsculo silêncio sentido
Das palavras ditas sem falar
Encontra amor coração mendigo
Na ilusão de te amar

Vê, observa e reflecte olho bonito
A pintura multicor de giz
Onde jaz todos os tons do preto
Dá-me a ilusão de ser feliz

Luz intensa da escuridão
Onde fogo congelou a calma
Transmite a estranha sensação
De um dia ter tido alma

Maravilhosa é a dor da crença
Onde se pensa voltar a existir
Algo morto com a esperança.
De o sonho não se extinguir

Neste crepúsculo silêncio de sentir
Onde deixa a alma o ser
Fica mágoa e sofrimento
De não viver se não no pensamento

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ser Humano


Ser humano

O dia era normal como tantos outros, a sala estava cheia de alunos como eu. Eles eram os meus colegas, os meus semelhantes: todos nós possuíamos os mesmos gostos, desde o estilo musical aos livros que líamos.
A professora que até então ficara do outro lado da porta a esperar algo, entrou. Não tardou a anunciar que iríamos ter um novo colega de turma, este penetrou na sala ao ser chamado por ela. A turma ficou em silêncio ao vê-lo, era tão diferente do nosso conceito de adolescente! Seriam as roupas e o seu estilo berrante? Ou talvez o seu tom de pele? À medida que este se apresentava, notava-se uma divergência enorme dos gostos que eu e a minha sociedade considerávamos normal do que ele achava normal. Sem dúvida um ser esquisito e com o qual não haveria socialização possível. As diferenças são sempre diferenças! Por mais que tentemos nunca se mistura duas pessoas tão adversas, é como o azeite e a água, por mais que agitemos e voltemos a agitar não se tornam uno.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Jamais voltarei amar!


Jamais voltarei a amar!

De olhar preso no horizonte
Vejo o primeiro raio nascer
Esta dor antes latente
Acaba por morrer

A escuridão se desvanece
Enquanto me ilumina o Sol
O sentimento que cresce
Torna-me o coração mole

Mas a luz aparece de soslaio
É a felicidade ilusão
A chuva apaga o raio
Transforma tudo em escuridão

Porque custa tanto amar
O sorriso é um momento
Tudo que se vem a imaginar
Finaliza-se em tormento

Não me irei mais iludir
Simplesmente deixarei de sonhar
Mesmo que isso implique não rir
Jamais voltarei a amar!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mar de lágrimas


Mar de lágrimas

Silêncio calmo da maresia que embala a brisa do vento. Sentada na nívea areia da praia deserta de felicidade, voa o pensamento com as palavras que ficaram por dizer no cair de uma lágrima salgada. Essa lágrima que o ir e vir da doce água gelada leva consigo.
Levanto-me lentamente e caminhado sobre a areia, ouço o estalar dos grãos de mágoa da alma. O vento envolve o meu ser, parece então que os meus pés não tocam mais no chão ardente de sofrimento, apenas deslizo para esse único destino: o abastado mar gelado, salgado pelo sofrimento de cada lágrima que leva consigo.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sentir não querer


Sentir não querer

Nesta noite de tempestade
A Lua cai na escuridão
Caminhas de forma suave
E cada passo te trás solidão

Gotas de chuva e lágrimas
Turvam a tua negra visão
No calor do sofrimento chamas
Por verdade a ilusão

Sentes cada parte do teu ser
E procuras não sentir
Na realidade não queres ver
O sorriso que deixou de existir

Para a resposta que não achaste
Trazes na mão solução fatal
Acreditas que nesse antigo punhal
Encontrarás o que aclamaste

A dor que sentes deixar de sentir
Saúda-te agora outra dor
Teu sangue a chuva começa a tingir
E por fim perdes toda a tua cor

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Obrigado


Obrigado

Lágrima cristalina sibilante
Que o sussurro quer esconder
No escuro da noite andante
O sentimento fica por dizer

Conheces esta água
Sabes esta mágoa
E por teres coração
Pronto me dás a mão

Pois não é só nas alegrias
Que partilhamos um sorriso
Ainda dividimos o suplício
Nos fatais tristes dias

Pelas amigas que somos
Agradeço a tua amizade
E neste teu dia de anos
Desejo-te a maior felicidade

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sentimentos


Sentimentos

O que são sentimentos?
São alegria, são tormentos
É aquilo que toca no coração
E não passa por nós em vão

Sentimentos são como palavras
Dão-nos felicidade, ou mágoas
Tal como palavras difíceis
Muitas vezes são incompreensíveis

Sentimentos uns puras jóias são
Outros apenas pura encenação
Uns devem-se sentir
De outros devemos fugir

Podemos tentar esconder
Ou tentá-los esquecer
Mas sem sentimentos
Não vivemos.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Salva-me


Salva-me

Na solidão do meu quarto
Procuro teu retrato
Procuro um raio de esperança
A luz que apague esta sentença

No silêncio ouço teu nome distante
Grito por ti com a força restante
As sombras aproximam-se para me levar
Porque não me vens salvar?

Começa a desaparecer o meu chão
Sou arrastada para a escuridão
Por favor, vem me salvar
Antes de a última vela se apagar

Vem, vem me salvar
Não deixes esta sombra me levar
Rette mich für die schrawzung

terça-feira, 8 de abril de 2008

Memoria de uma paixão


Memória de uma paixão

O tempo passa a correr
Um dia vou deixar de te ver
E com uma lágrima a cair
Vou-me despedir

Os momentos a teu lado
Foram insignificantes para ti
Mas foi neles que senti
Que estava num sonho encantado

Não digo que te vou perder
Porque nunca te cheguei a ter
O que sinto é forte de mais
Por ti enfrentaria vendavais

Mas não consigo lutar por ti
Não sabes o que passo cada dia
Só porque nunca consegui
Dizer-te o que senti

Guardo agora no coração
O que irá ser a memória de uma paixão

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Quero-te


Quero-te

O sol, o luar
Quero ter para te dar
Quero tocar na tua face
Para que esta tristeza acabasse

Quero olhar-te directamente
Guardar-te na minha mente
Quero sentir o teu perfume no ar
E deixar a minha alma voar

Quero sentir o teu tocar
Que faz o meu coração parar
Quero ouvir tua voz
E acreditar num ‘’nós’’

Quero nos meus sonhos te encontrar
E um dia te poder beijar
Quero olhar teus olhos e dizer
‘’- És tudo o que quero ter!’’

Pois teu olhar tão bonito
Faz-me perder a consciência
Mergulhar no infinito
Do teu corpo cheio de ciência.

sábado, 29 de março de 2008

O que sou?


O que sou?

Não tenho corpo.
Tudo o que sou não é mais do que aquilo que uma alma sonhou. Foi sonhada cada parte do que sou, desde a cor dos meus olhos até à maneira como falo. Nada escapou ao sonho que me tentou fazer perfeita!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Paixão que magoa


Paixão que magoa

O pôr-do-sol na minha mente
Lembra-me o teu castanho olhar
Foi por essa cara sorridente
Que eu me fui apaixonar

Tão melodiosa é tua voz
Teu toque suave é irreal
Por segundo só existimos nós
Depressa a realidade se torna letal

E esta paixão ardente
Que me magoa o coração
Vive na minha mente
Baseada numa ilusão

Deixo agora as palavras
Prendo-me na terrível realidade
De que estas duas almas separadas
Nunca se vão amar de verdade

domingo, 23 de março de 2008

Em tua memória


Em tua memória

Foi um triste dia
Que levou a minha alegria
Feriu-me a alma
E tirou-me a calma

Um espaço vazio no coração
Lágrimas limpas com o lenço da mão
Na memória as boas recordações
E guardadas as grandes emoções

As saudades crescem agora
O sentimento de perda não se vai embora
Mas fica uma grande certeza:
- Viverás enquanto ninguém te esqueça!

sábado, 22 de março de 2008

Assim é a vida


Assim é a vida

A tristeza invade o meu coração
Neste mundo apenas encontro solidão
Vivemos a vida a correr
Quando paramos é para sofrer
Não vejo esperança no que conheço
Vejo uma miragem que desconheço
Num mundo tão grande
Que chega a ser pequeno
Vejo partir pessoas que viviam em pleno
Tenho uma única certeza:
A vida é uma incógnita
E quem parte não volta.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Magoada Vida

 

Magoada vida

A magoada vida que vivo
Não passa de tempo perdido
Passa o tempo ficam as feridas
Das passadas e magoadas injustiças
Mais um dia passado
E este coração continua mal-amado
Assim sofro a cada segundo
Sinto-me cada vez mais perdida no mundo

quinta-feira, 20 de março de 2008

Simplesmente eu


Simplesmente eu

Estive sozinha por um momento
Quando a minha personalidade perguntou:
- Sabes aquilo que sou?
E depressa me revirou o pensamento

Procurei-me descrever
Olhei-me ao espelho para ver
Reparei com um olhar espantado
Que tudo e nada tinha mudado

Vi e continuei a ver
Que dia-a-dia estava a crescer
Por fora tudo se transformava
Por dentro nada mudava

Então resolvi ir perguntando
E sobre o que era iam opinando
Uns acham-me simpática, normal
Outros dizem que sou especial

Com a divergência de opinião
Fiquei com a cabeça numa confusão
Abstrai-me de qualquer particularidade
Para saber quem era de verdade

Olhei, reflecti e pensei
Para saber o que de mim sei
Estava a desistir de achar a solução
Quando dei resposta à questão

Vendo finalmente a verdade
Descobri o que sou na realidade
Não dependo daquilo que a natureza ergueu
Porque eu sou simplesmente eu!