terça-feira, 2 de agosto de 2016

26 anos!


26 anos!
Não é muito, não é pouco, é apenas a minha (nova) idade (e isto porque fiz anos ontem). 
Passou-se mais um ano, um ano cheio de acontecimentos novos, acontecimentos repetidos, acontecimentos felizes e acontecimentos tristes. 
Mais um ano para aprender e crescer enquanto pessoa, porque uma das minhas missões na vida é tornar-me sempre melhor em ser Humana (e esse é o meu verdadeiro desafio em existir). 
Não sou perfeita. 
Já chorei muito por me magoarem, mas chorei muito mais pelas vezes em que magoei os outros, quando poderia ser melhor Humana e não o fui. Aprendi que chorar não faz mal, chorar liberta, e quando errar nos derruba, aprendi a encontrar forças para me levantar e continuar a lutar nesta guerra infinita de viver. 
Aprendi a pedir desculpa e a desculpar. 
No entanto, ainda tenho de trabalhar muito na parte de deixar de ficar triste quando as pessoas que me rodeiam nem sempre fazem um esforço para estar presentes na minha vida. Sei que não devo exigir das pessoas aquilo que faço por elas, isso é egoísmo, é fazer o bem esperando que seja retribuído. Não quero ser esse tipo de pessoa e é isso uma das coisas em que tenho de me empenhar. 
Ser altruísta sem ser estupidamente boazinha.
O Karma compensa, certo?
Faz o bem e receberás o bem.
Sei que não é linear, nem sempre a quem fazemos bem nos fará bem. Ainda assim, o bem que fazemos virá… Eu tenho-me esforçado em fazer o bem e não é só para receber o bem, é porque eu gosto de ver os outros felizes e (talvez isto deva ser egoísmo altruísta da minha parte) quero ver as pessoas a serem felizes e aproveitarem o que de bom a vida lhes dá. 
Um dos meus desejos para este novo ano de vida é que as pessoas aprendam que ser-se feliz é uma escolha.
Cada um pode escolher ser feliz!
Se não escolher-mos ser felizes, podemos ter tudo o que sempre sonhamos e nunca seremos felizes. Se escolher-mos ser felizes, podemos nunca ter nada do que sonhamos, mas sermos as pessoas mais felizes do mundo. 
Viver e ser feliz não é uma questão material, é uma questão existencial.
Isto é das coisas em que mais acredito!
E não é porque sempre tive uma vida fácil ou uma vida difícil que estou com estes moralismos, é porque só comecei a ser feliz quando disse a mim mesma que eu mereço e sou feliz. Quando deixei de “Eu quero tanto ser feliz!” e passei a “Eu sou feliz!”.
A felicidade atrai coisas boas. 
Atrai bons momentos, atrai amizade e amor. 
Claro, estas coisas todas também só existem porque existem pessoas boas que me rodeiam e a essas pessoas boas todas que me rodeiam só posso dizer um gigante OBRIGADO! Por tudo! Por estarem presentes nos bons e nos maus momentos, por acreditarem em mim quando eu duvido, por me darem “duas lapadas na cara” quando eu preciso de ver que estou errada e preciso de ser mais sensata, por me acalmarem quando expludo, por me libertarem quando implodo. Por me abraçarem quando preciso de um abraço e não o peço, por me fazerem rir quando só quero chorar, por me ouvirem quando preciso de falar, por me fazerem sentir a vossa empatia quando preciso de ser compreendida. Por se rirem comigo quando é para celebrar, por se divertirem comigo quando é para partilhar momentos alegres, por brindarmos a estarmos vivos e nos conhecermos.
Obrigado meus amigos pela vossa amizade, isso é mais do que aquilo que alguma vez pedi e mais do que aquilo que poderei retribuir, mas tentarei. 
Obrigado melhor amiga pela irmã de alma que és, talvez nem sempre mostro o quanto és importante para mim, mas és.
Obrigado ao meu namorado por ser a pessoa que é, por me aturar e me ensinar a ser melhor pessoa, és mais do que aquilo que alguma vez sonhei ter ao meu lado e é um prazer amar-te e uma honra ser amada por ti.
Obrigado à minha família por ser uma Família onde pude ser uma criança feliz e uma adulta valorizada.
Obrigado Nino por seres um bom irmão, por termos partilhado a nossa infância como dois irmãos a aprenderem a ser felizes e desculpa por nem sempre ser a melhor irmã que poderias ter. 
Obrigado Mãe por seres a melhor Mãe do Mundo, por teres sido sempre mãe e pai ao mesmo tempo, por seres uma guerreira e me teres ensinado a lutar por tudo na vida, mas principalmente que somos recompensados quando fazemos o bem.
A todos vocês Obrigado, porque são vocês que fazem destes meus 26 anos um acontecimento para ser celebrado, é com pessoas boas que a vida merece ser vivida e partilhada!


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Mudanças


Olá gente linda!
Como vão por esse lado?
Não sei bem se ainda alguém me lê, mas também sempre escrevi independentemente disso. Para aqueles que ainda me lêem, desculpem pela ausência, mas por vezes é necessário nos concentrarmos mais na nossa vida real e menos na virtual.
2015 foi um grande ano para mim.
Um ano de grandes mudanças, mudanças essencialmente psicológicas, verdade, mas também na minha vida. Muito tenho a agradecer a quem esteve a meu lado para me apoiar neste processo de mudança, neste processo de crescimento e de elevar a minha auto-estima.
Foi essencialmente isso que estive a fazer, mudar, crescer e valorizar-me. Não é um processo fácil, mas vale muito a pena e é compensador no final, quando nos olhamos ao espelho e independentemente da nossa cara e corpo serem o mesmo nós conseguimos pensar “Eu sou uma pessoa com valor”.
É com este pensamento que a nossa vida começa a receber o feedback dos nossos esforços.

O primeiro esforço que fiz por mim foi inscrever-me num ginásio. Foi difícil combater a preguiça, muito difícil, mas aos poucos fui conseguindo e também ter companhia para ir treinar ajudava imenso! Se consegui o meu objetivo? Sim, consegui, emagreci e provei que era capaz de fazer algo por mim. Não emagreci tudo o que desejava, mas o que emagreci já foi uma vitória para mim! Menos 9 kilos e já faz diferença na roupa. Além disso, é algo para continuar a fazer, emagrecer, pelo menos até atingir o peso ideal. Este ano mudei para um ginásio mais perto de casa (o que me compensa mais e se torna mais motivador, em especial porque o meu namorado vai comigo) e os resultados começaram a aparecer, duas semanas menos quase 2 kilos.

O segundo esforço que fiz por mim foi o de acreditar que posso ser bonita. Eu sei, parece meio parvo convencer-mo-nos que somos bonitos, mas quem passou por uma fase em que se desvalorizava entende que não é assim tão fácil e que exige investimento emocional da nossa parte. Não nascemos ou somos todos bonitos, mas todos podemos ser melhores para nós mesmos e tornar-mo-nos em algo que gostamos e apreciamos, não é algo que tenha de ser narcisista, mas sim que mostre que temos estima por nós, que temos auto-estima. Comecei a investir um pouco mais de tempo a cuidar de mim, a escolher roupa que queria vestir, a maquilhar-me mais e uma série de coisas que foram contribuindo para que eu também visse que posso ter algum encanto.

O terceiro esforço que fiz por mim foi aprender a socializar mais com as pessoas fora do trabalho, descobrir novos amigos em velhos conhecidos. Comecei a sair mais à noite e a ver diversão onde antes via apenas confusão, aprendi a apreciar a companhia dos meus amigos, a ouvir música em grupo e até que não importa que não saibas dançar desde que te estejas a divertir.
O quarto esforço, que acaba também por ter ajuda dos outros três esforços, foi o de lutar pelo que quero e não ter medo de arriscar. Tudo na vida é assim, há um certo medo que nos domina e que temos de aprender a dominar, incluindo no amor. No amor há aquele medo de arriscar, de não dar certo, de… de tanta coisa. No entanto, não é a ficar parado que as coisas acontecem, não e fechados em nós mesmos que a outra pessoa vai ver em nós alguma coisa. O amor só chega quando nos conseguimos amar o suficiente e mostrar ao outro que também o podemos amar na mesma medida. E, pela primeira vez na vida, descobri o que é realmente amar alguém e ser amada.
E pronto, é por tudo isto que tenho estado ausente, mas prometo melhorar isso.

Beijinhos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Só mais uma dose de ti.



Só mais uma dose de ti.

És um sacana, sabes?
Claro que sabes!
Tens a noção desse efeito que tens sobre mim, esse poder de controlar-me os sentimentos e de me fazer sentir como uma barragem sobrecarregada prestes a ceder à pressão da água e espalhar o caos onde antes havia paz e harmonia.
Sou um caos, sinto-me um caos, tenho um caos dentro de mim.
Eu não era assim, até te conhecer… Até me dares uma dose de ti, me viciares em ti, te tornares na minha droga favorita. E tu brincas com isso. Brincas comigo, porque sabes que és um sacana de um vício e eu uma viciada em ti.
Idiota, és um idiota!
E eu sou ainda mais idiota do que tu, por te deixar fazer o que me fazes, por deixar que me uses como uma playstation. Sou mais um dos teus joguinhos, não sou? Divertes-te comigo como se eu fosse um jogo, levas-me ao limite da sanidade mental, levas-me ao limite da sanidade emocional, levas-me ao limite do que sou e, no limite de um penhasco, ficas a ponderar se me seguras ou se me deixas cair.
E eu caio sempre.
Não importa se me seguras ou não, eu caio sempre nessa tua teia de promessas, de ilusões e fantasias. Fazes-me acreditar que és um herói, que estás aqui para me salvar, para curar as minhas dores, para me trazer felicidade…
Só mentiras, és um vilão.
Estás aqui para seres um vício e eu a viciada, a dependente das tuas mentiras, aquela que precisa de mais e mais uma dose de ti para estar bem, para me sentir bem, para não existir todo o caos que tu mesmo provocaste. E nunca és suficiente, nunca me chega só uma dose de ti, nunca me sinto satisfeita com tanto que me sabe sempre a tão pouco. Matas-me aos poucos e eu continuo a precisar de ti, como um fumador precisa de um cigarro, um alcoólico precisa de álcool…
Eu preciso desesperadamente de ti, necessito do teu ombro para chorar, implorar por mais, pela tua atenção, pela tua afeição, por ti. E tu dás-me, dás-me outra dose na tua medida certa, a que garante que eu volte novamente quando preciso de ti, não quando quero.  
Odeio-te, odeio-te mesmo muito, seu sacana!
Odeio a forma como me fazes sentir quando estou sóbria, quando os teus efeitos passam, quando estou abstinente (como agora), quando as ilusões viram desilusões e as miragens se esvanecem e eu vejo com clareza aquilo que o nevoeiro mental entorpecia.
Odeio-te tanto, odeio tanto ser viciada em ti, que prometi a mim mesma não voltar a cair na tua tentação. Jurei resistir às tuas promessas, aos teus efeitos imediatos de felicidade instantânea, para me libertar de ti aos poucos, para deixar de ser dependente de ti, necessitada de ti, viciada em ti.
Quero tanto não te querer, que este antagonismo de sentimentos me deixa louca!
Pára de olhar para mim, por favor, deixa de ser sacana.
Eu vou-te resistir…
Eu vou-te resistir…

Só mais uma dose de ti.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Menina Tola vs Menina que Vive


Havias três crianças, vizinhas umas das outras, duas meninas e um menino. Num dia vulgar de Verão, o jardim estava fantástico para brincar. A menina tola ficou em casa, há espera que alguém a viesse convidar para ir brincar e, assim, perdeu todo o seu dia a esperar, como sempre fazia. A menina que gostava de viver, abriu a porta sem perder tempo e fui convidar o menino para brincar e os dois aproveitaram o dia de Verão, porque nenhum gostava de perder tempo a procrastinar.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Carta para ti, avó!

Olá gente linda!
Hoje, embora um pouco atrasado, trago uma carta para uma das das mulheres que marcaram a minha vida; a minha avó.
Pela pessoa que foi e pela pessoa que me fez ser.
Tu foste/és única.


26 de Julho de 2015


Olá avó!
Eu sei, deves achar estranho o facto de estar a escrever-te uma carta quando nunca antes o fiz… Bem, a verdade é que reparei que hoje era o teu dia, dia dos avós, e não pude deixá-lo passar em branco.
Portanto, antes de mais, Parabéns avó!
Parabéns pela pessoa que foste e obrigado pela pessoa que me fizeste ser.
A verdade avó, sabes, é que sinto saudades tuas. Umas saudades imensas que me deixam os olhos em lágrimas por apenas aumentarem, por não as poder saciar… Por não puder ver-te e falar-te… Mas sinto-te, sinto-te no meu coração, sempre.
Lembro-me muito de ti, avó, do quanto te tenho a agradecer por todos os momentos que me proporcionaste, apesar de todos os problemas que tinhas.
Lembro-me de ser criança e irmos as duas a Matosinhos, à Foz, onde tivéssemos de ir, sempre a pé e lá íamos nós as duas. Tu de moleta e eu a seguir-te, sempre pronta a levantar-te se fosse preciso. Ainda temos cá em casa a tua muleta, sabes? Acho que nunca vi ninguém a andar tanto a pé como tu avó e, de todos os que conheço, tu eras quem menos motivos tinhas para o fazer por causa de teres uma perna e um braço meio paralisados. Nunca foste de te render assim, sempre gostaste de passear, independentemente de tudo.
Lembro-me de estar sentada contigo nas escadas sem fazer nada e tu me dares uns trocos para ir comprar a Bravo e a Super Pop, era eu uma pequena adolescente a sonhar com um mundo como o dos filmes e tu um dia perguntares-me se já tinha namorado e sem acreditar no meu “não”, muito determinada dizias tu “Ai não tens, eu na tua idade também não tinha!” (ironia).
Lembro-me muito, avó, de te ter levantado do chão das vezes que caías e de estar sempre de olho a ver se não voltavas a cair. Tu podias não te levantar sozinha do chão, mas na vida nunca te deixaste ficar no chão, levantaste-te sempre quando a vida te deitava ao chão.
Lembro-me do dia em que o avô morreu e tu vires cá para casa morar connosco e teres uns anos descansados… Passaste a ser a minha “coleguinha de quarto”. Eu sei, avó, reclamei muitas vezes das noites em que não conseguia dormir por ressonares, por te levantares às três da manhã a dizer que eram sete, de tantas coisas… No entanto, sabes, a verdade é que muitas vezes também chegava a casa depois do trabalho e tu estavas a dormir tão silenciosa que eu tinha medo que te tivesses ido, ia sempre ver se estavas a respirar e durante a noite, quando estava tudo muito silencioso, era um alívio quando te ouvia na cama ao lado a ressonar outra vez.
Lembro-me de um dia terem-te levado para o lar, era o melhor de ti, iam cuidar de ti como precisavas, a mãe também estava lá a trabalhar e ia estar ao teu lado…Lembro-me de teres dito “Adeus, coleguinha de quarto!” e eu, sem saber que ia ser a última vez que te ia ver mal ter-me despedido porque tinha de ir trabalhar e saí à presa.
Desculpa avó, por não ser a melhor neta que pudeste ter, por tudo o que pude fazer de mal… Mas, por favor, avó, onde quer que estejas, acredita quando escrevo que te adoro e que sei o que é ter avós porque tu exististe. E que sorte eu tive, avó, por de todos os teus netos ter sido a que mais tempo passou contigo, a que mais tempo conviveu contigo, a que melhor te conheceu e aprendeu contigo.
Sempre foste uma lutadora e ensinaste-me isso por atos, não por palavras.
A ti, avó, dedico muito da pessoa que sou.
Mesmo que já seja tarde para leres esta carta, eu sei que nunca foi realmente necessário cartas para tu saberes o quanto eu te adoro.
Beijinhos da tua “coleguinha de quarto”.

domingo, 7 de junho de 2015

Coração de pedra.


Coração de pedra.
Queria ter um, um coração de pedra… De diamante, que é mais forte, para não se partir, para não lascar, para ficar igual a si mesmo a cada golpe que sofre.
Queria um coração de pedra, frio e insensível…
Não queria sentir nada.
Nada desta dor corrosiva, desta angústia lacerante. Queria viver sem sentir e seguir em frente, passo a passo, sem me preocupar em sentir a dor que sinto, a pena que tenho e a inutilidade de ações que não estão ao alcance de serem controladas por mim.
Queria tanto um coração de pedra.
Mas não tenho…
Tenho apenas este maldito músculo que bate desalinhado dentro do peito, que sofre e aperta. Não se parte como vidro, mas é esmagado com a facilidade de quem arranca uma flor de um jardim para a destruir entras as mãos odiosas.
Queria ter um coração de pedra para tudo ser mais fácil, mais simples. Só que não tenho, resta-me o que me dá vida e me continua a dar força para seguir em frente, mesmo que doa, mesmo que haja sangue pelo caminho.
Só me resta este para viver a minha vida e, talvez seja isso, lembrar-me que para cada vida há um coração e que tenho de deixar de sofrer pela vida dos outros.
Queria um coração de pedra… Vou fingir que tenho um.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

[Musicamentos] Human Race - Three Days Grace

Quantos?
Quantos de nós não sentimos, por vezes e muitas vezes, que não pertencemos a este mundo, a esta raça humana e sem humanidade?
Quantos?
Quantos de nós já não choramos por sofrer, por perder, por ver o mundo num caos?
Quantos?
Quantos dias serão necessários, quantas guerras, quantas vítimas, quantas tragédias, até percebermos que temos de mudar?
Talvez não seja o mundo que esteja mal, talvez sejamos nós.
Nós que fazemos o mundo.
Se todos nós fizermos de nós pessoas melhores, não irá sofrer o mundo uma mudança para melhor também?
Esta música vai nesse sentido, na expressão desse sentimento… Dessa angústia de muitos peitos perante um mundo em decadência, um mundo negro, um mundo sofrido. Um mundo em que não sentimos que pertencemos.
Quantos?
Quantos Humanos serão necessários para mudar o mundo?

Three Days Grace é uma banda que adoro, e adoro ainda mais quando transmitem mensagens nas suas músicas. Human Race é uma das músicas mais marcantes do álbum “Human”.